Procura-se

“Eu preciso de um amigo e ele pode ser você, se depois disso que eu digo me souber compreender. Eu preciso de um amigo, companheiro e irmão, pra que eu sinta no meu peito bater mais que um coração.

Eu preciso de um amigo. João Mineiro e Marciano.

Algumas pessoas entram em nossas vidas para sempre. Podem passar os dias, as horas, os segundos. Como está no livro “O Pequeno Príncipe”: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Hoje o Roberto, colega de trabalho, me contou que, todos os anos alguns de seus amigos telefonam para ele no dia do seu aniversário. Esse ano foi diferente, eles deixaram mensagens no Facebook. E ele me contava de um certo desapontamento… mesmo reconhecendo o valor de cada mensagem; queria apenas escutar aquelas vozes queridas, sentir-se mais perto delas. Cogitou seriamente em abandonar a rede social. Meu amigo é da geração A e não da Y. A de atenção, alô, amor, amizade.

Na semana passada eu e minha esposa Ana fomos “achados” novamente por nossa querida amiga Márcia. Ficamos um bom tempo sem nos ver e falar. Ela me escreve dizendo que nos procurou por muito tempo nas redes sociais, pois havia perdido nossos contatos. Nós também não tínhamos mais seu telefone. Todos os anos ela se lembrava do aniversário de sua amiga (10 de setembro). Colocou um alerta no celular no dia 09 para não esquecer de procurar aquela agenda de tempos idos. Ela seria a salvação! Onde estaria? Procurou, até encontrá-la. Preciosa agenda. Liga daqui, liga de lá, ufa, finalmente! Emails, fotos, notícias tão aguardadas. Dizem que o Eduardo entrará no Facebook e fará grande sucesso com seus textos. A Ana ainda não se decidiu. Pela Márcia já estamos adicionados!

Dedico esta pequena crônica aos meus amigos, Roberto e Márcia. Com minha amizade, respeito e carinho.

Um abraço, Edu.

15/09/11

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4 Comentários on “Procura-se”

  1. Marcia Savernini disse:

    Edu, simplesmente AMEI! Obrigada, é o minimo que posso dizer.
    Neste momento que lhe escrevo… a minha “velha agenda” está aqui na minha frente, e sorrio ao olhá-la.
    Diga ao seu amigo Roberto para não abandonar a rede social, pois só pelo fato de seus amigos terem lembrado ou serem lembrados pelo próprio serviço oferecido pela rede, eles pensaram nele e dedicaram alguns segundos de suas vidas a lhe escreverem uma msg de aniversário. Entendo até o desapontamento dele, porque o mundo virtual tem dessas coisas, nos separa de encontros reais, mas em compensação nos aproxima de encontros virtuais de pessoas que nos são queridas mas que há muito tempo perdemos o contato, por diversos motivos.
    A crônica dedicada “A MIM” (toda boa estou) será publicada agora no meu face.
    Fiquem com Deus.

  2. Lídia disse:

    Redes sociais são uma via de mão dupla né?
    Aproximam na mesma proporção que distanciam…

    É mais ou menos assim: “Desconecte-se para se conectar (de verdade; afetivamente).

    Eu gosto… vivo com meu celular no twitter e no facebook…ahahhhaahahah…
    Mas apesar de ser da geração X, com certeza penso que deveria ter nascido na geração A! Nada susbstitui o sentimento, o toque, o olhar, o carinho, a afeição, o “Alô”, a voz, a consideração.

    Sou a Lídia, do blogue “TOBE CONTINUED…” que tu visitou recentemente!
    Muuuuuuuito obrigada pela visita!

    E pode deixar que vou continuar escrevendo e desenhando sempre…
    A inquietação dentro de mim é tão grande que mesmo querendo, eu não consigo parar de desenhar, pintar, escrever, cantar, tocar e etc…e sinto o mesmo em vc com as suas crônicas… (:

    Mas o “TO BE CONTINUED…” já não é mais meu endereço fixo.

    Hoje, estou aqui ó: http://bomhumor-inabalavel.blogspot.com/

    Sinta-se sempre a vontade para visitar,porque eu com certeza vou te linkar pra voltar aqui mais vezes..

    “Há braços”
    \O/

  3. Erica Damasceno disse:

    Nossa Eduardo, super me identifiquei com seu texto… as redes sociais estão realmente acabando com as relações interpessoais, hoje em dia quando se quer dar um recado, manda-se mensagem no Facebook, queremos expressar saudades, corremos para o face, entre outras coisas. Mesmo quando se tem o contato da pessoa, ou até a possibilidade de estar juto dela para o fazer! Cheguei a comentar com meus amigos, que um dia desses fui no aniversário da minha prima e fiquei impressionada com o que vi: em todas as mesas havia uma ou mais pessoas com celular no FB, ao invés de estarem ali vivendo um momento que, as vezes, é tão raro de família e amigos reunidos!!! Mas, por outro, lado elas também tornam possíveis relações que antes seriam difíceis devido à distancia! Ou seja, tudo em excesso faz mal, o jeito é saber dosar.
    “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose” !!

  4. Daniel Torres disse:

    Edu, Fantástico esse relato. Sinceramente, por isso que tento evitar essas redes. Estou resistindo firme, rsss… Estamos esquecendo quanto faz a diferença nossas relações pessoais, uma ligação de um amigo, uma visita, um abraço apertado…


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