Paciência

“Salve aquele que fala manso e cala alto nos ouvidos. Salve aquele que é poderoso, pois sabe usar bem todos os seus sentidos. E utiliza a paciência pra plantar e pra colher, êh, ôh mãe.

Salve. Gonzaguinha.

Cada vez mais tenho a convicção de que a paciência é uma das mais importantes qualidades que o ser humano tem a desenvolver. Ela é uma espécie de contenção. Se chega a raiva e a própria impaciência, a pessoa se segura, dá um tempo. Minha mãe fala: tem de contar até mil! Confesso que nunca fiz isso! Um, dois, três… deve funcionar bem!

Quando Dona Canô, mãe de Caetano Veloso, completou 100 anos, uma repórter perguntou a ela: Dona Canô como faz para chegar assim a essa idade com essa vitalidade? Ao que ela respondeu: paciência, minha filha, muita paciência!

Algumas pessoas têm essa virtude mais presente, outras, quase não a tem, mergulhando num ciclo vicioso quase imperceptível. São muito reativas. Fazem tempestade em copo d´água ou “soltam os cachorros” como se diz.

A paciência permite avaliar melhor as circunstâncias. Se há ofensas, permite suportar melhor as imperfeições; se há sofrimento, ela dá espaço para a esperança. Necessária virtude que nos faz mais tolerantes, mais brandos e trazem a paz. Torna mais fácil o exercício diário da convivência. Conquistá-la, somente com a prática.

 Eduardo

18/12/11.

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6 Comentários on “Paciência”

  1. gizelda disse:

    Acho que não a tenho, Eduardo.Convivo mesmo é com a ansiedade…vou pensar a respeito para 2012.
    Afinal nunca é tarde!

    Um abraço. E bom dia…acabaram de soar as 24hs.

  2. Rodrigo Vidal disse:

    Parabéns pelo texto, Edu! É a primeira virtude da senda evolutiva: pazciência! Abraços, do amigo, Rodrigo Vidal

  3. Ludmila disse:

    Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma… Até quando o corpo pede um pouco mais de alma… A vida não pára…Enquanto o tempo acelera e pede pressa… Eu me recuso, faço hora, vou na valsa… A vida é tão rara….” Essa música maravilhosa de Lenine, artista pernambucano, revela bem o que passamos, todos os dias… E o tempo continua a ser motivo de poema, de rapidez ou momento de desacelerar…

    • É verdade Ludmila. Todos os dias (ou quase todos) passamos por alguma situação que pede calma, paciência…é muito interessante ver como as coisas acontecem! Ás vezes muito rapidamente!

      Grato.

      Um abraço.


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