Cômputo geral

Cheguei à conclusão de que, no cômputo total, nossos pequenos defeitos fazem uma enorme diferença, não só na nossa convivência, como também, na percepção que temos de nós mesmos e dos outros. Preferimos julgar as outras pessoas do que lançar um olhar em direção a nós mesmos. Somos máquinas de raios x ultra-rápidas, capazes de elaborar julgamentos fáceis acerca do outro. Como dizia minha avó: nossos defeitos estão escritos nas nossas costas.

Num casal, os defeitos ficam autoevidentes. É como se o parceiro fosse uma lupa. Por onde quer que vamos lá está ele a nos mostrar que não somos perfeitos, não adianta. Não somos perfeitos, ainda.

Tenho pensado nisso por esses dias: no cômputo total, aquelas pequenas falhas de caráter, modos de ser que nos tornam pessoas um pouco piores. O antídoto? Autoconhecimento.

Eduardo

24/04/12 


Autoconhecimento

Algumas pessoas são verdadeiros exemplos para as outras. São pessoas raras e inspiradoras. Suas qualidades são tão autoevidentes que mesmo em silêncio, elas têm algo a nos dizer e ensinar. Os gestos, a própria postura da pessoa perante a vida é reveladora de seu nível de ser.

Há uns anos atrás li em um livro: aquilo que trazemos em nosso interior atua como um imã a partir do exterior. Como se cada situação vivida fosse reflexo do que trazemos dentro. Perguntava o autor: o que atrairá o homem irado, o luxurioso, o invejoso? Para afirmar logo depois “o exterior é reflexo do interior”.

Também é certo que muitas pessoas podem como que involuir em certos estágios de sua vida, retornar a estados que a aprisionam ainda mais nas teias da ilusão. Já vi isso acontecer com alguns conhecidos, sem que eles mesmos se dessem conta disso. Ou seja, ela se tornou uma pessoa pior. Não posso dizer que esteja imune a isto. Outros, nem sequer aprendem com o exemplo.

Amadurecer, tornar-se responsável por cada ato é um longo caminho. É preciso humildade, auto observação. Ter a coragem como diz o I Ching, o oráculo chinês, de colocar os exércitos contra si mesmo.  Sem medo, sem escapatórias.

Eduardo

24/04/12 


O direito de nascer

No dia 25 de janeiro de 2012 por volta das 20 horas desabaram de uma vez, três prédios no centro do Rio. Dezessete pessoas morreram.

Cinco dias depois, uma senhora fazia vigília em frente aos escombros, já praticamente recolhidos, à espera de uma resposta. Disse em lágrimas a uma repórter, sendo amparada por outra senhora:

“Eu tenho o direito de acreditar que o meu filho tá vivo! Eu tenho esse direito!”

Dedico este texto a essa mãe e que Deus a ampare.

Eduardo

24/04/12


Ciclo sem fim

“Desde o dia em que ao mundo chegamos, caminhamos no rumo do sol
Há mais coisas pra ver, mais que a imaginação
Muito mais que o tempo permitir…

E são tantos caminhos pra se seguir e lugares pra se descobrir…”

Ciclo sem fim. Rei Leão.  

Às vezes nos levamos tão a sério não é mesmo? Superestimamos algumas coisas nada a ver… viajamos na maionese, sem prancha! E as tempestades em copo d`água? Ainda por cima, mandamos pra dentro!

A imagem que temos de nós é algo tão importante, que a opinião alheia se torna um peso nas nossas costas. Porque será que somos assim tantas vezes, esquecendo-nos do nosso valor, da nossa dignidade, força e beleza?

Convenhamos a vida não é complicada, complexos é o que somos. E mesmo com tanto caos à volta, é de causar espanto que tantas coisas funcionem. Sim, o mundo funciona. E como disse o compositor: “o sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer!”

Mas Eduardo, estamos caminhando pro fim…!

Não sou profeta, no máximo poeta, por isso não consigo ainda acreditar que estamos no fim da reta!

A Terra é redonda, nossa cabeça também, a vida um ciclo sem fim!

Eduardo

03/04/12

 

 


“Dinada”

Existe uma religião de origem japonesa, a Seicho-No- Iê, que acredita e prega que, devemos ser gratos a tudo que nos acontece. Devemos agradecer inclusive os percalços da vida e o sofrimento a que estamos todos sujeitos. A dor, segundo eles, é um mestre. Penso que não estejam errados.

Não precisamos sofrer para sermos gratos também por um abraço, uma palavra amiga, pela saúde, pelo sol, pela chuva, por um belo entardecer… podemos ser gratos a tantas coisas…

A gratidão às vezes existe sem que saibamos, quando algum gesto nosso foi praticar o bem, como diz o ditado, sem olhar a quem. Para aquele que o recebeu foi muito significativo.

É muito comum respondermos a um simples obrigado: de nada. De nada são os gestos mais simples, pura expressão de quem reconhece seu valor.

Eduardo

01/04/12


Tem de ser assim

Há certas coisas na vida (e não são poucas) que têm de ser assim e não de outro jeito. Exemplo: dormir bem, não se estressar tanto, cuidar do que nos diz respeito, alimentar-se de maneira saudável comendo regularmente frutas, verduras, legumes e carboidratos na medida certa. Além disso, comer devagar saboreando lentamente. Não abusar do sal e nem do açúcar branco, fazer atividades físicas, ter momentos de lazer. Hoje em dia, tudo isso é tão óbvio, mas o óbvio está a um palmo do nosso nariz, não é mesmo?

Por isso, se alguém quiser ter mais saúde, tem de ser assim. Haja disciplina, mas ela faz bem!

 Eduardo

01/04/12