Homem de ferro

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Você precisa ir ao banco. Todo banco que se preze tem uma porta giratória. Você tentará vencê-la? Inútil, se na sua bolsa, na sua calça, quem sabe na cueca, tiver algum objeto metálico. Mínimo que seja. Um simples chaveiro, uma moedinha da sorte… A chave do cadeado do portão? Uma arma. Mas essa senhora parece que chegou agora da feira. Esse senhor tem cara de quem vai à missa todos os dias. Esse outro, trouxe a filhinha no colo. Por que pensar em armas nessas horas é o que quase todos se perguntam. Mas, regras são regras. Os vigias não dizem isso. Eles ficam em silêncio e parecem se divertir de alguma forma com o nosso passo atrás. Será que a senhora não tem aí uma sombrinha? Um celular? A desonestidade tornou mesmo o mundo burocrático. É preciso trazer o carnê pra pagar, é preciso enfrentrar as filas, e é preciso principalmente, vencer a porta giratória. Quem dera viver e cantar como o poeta: “Caminhando contra ao vento, sem lenço sem documento, no sol de quase dezembro, eu vou…”.

Eduardo

09/12/12

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One Comment on “Homem de ferro”

  1. Luiz Claudio disse:

    É meu amigo, nos tornamos nosso próprio prisioneiro.


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