Marie Curie, uma mulher à frente do seu tempo

Marie Curie 3

Marie Curie nasceu na Polônia em 1867 e, ainda jovem, matriculou-se no curso de Ciências da Sorbonne, em Paris. Lá permaneceu durante muitos anos, até conhecer seu futuro marido, o cientista francês Pierre Curie. Tal como ela, um apaixonado pelas pesquisas científicas. Admirava-lhe ter encontrado uma mulher encantadora que dominava a linguagem técnica e as mais complicadas fórmulas. Casaram-se e foram viver juntos na capital francesa, em um pequeno apartamento. Tiveram uma filha de nome Irene e que mais tarde escreveria a biografia de sua mãe.

Até fins de 1897, Marie já tinha obtido dois diplomas universitários e interessava-se agora em fazer um doutoramento. Interessou-se pela pesquisa de Antonie Becquerel, que descobrira que os sais de urânio emitiam espontaneamente, sem exposição à luz, raios de natureza desconhecida. Era a primeira verificação do fenômeno que Marie viria a batizar de radioatividade. Enquanto investigava os raios provenientes do urânio, descobriu no sótão da Escola de Física, onde realizava suas pesquisas, que outro elemento também emitia espontaneamente  raios semelhantes.  Era o tório. De onde provinham então essas irradiações anormais? Nas suas experiências ela examinou todos os elementos químicos conhecidos. Com o auxílio de seu incansável marido, começaram a separar e a medir a radioatividade de todos os elementos contidos na pecheblenda, um minério de urânio. Em 1898, o casal anunciou o descobrimento de uma dessas substâncias, batizada de Polônio, em homenagem à terra natal de Marie. E em dezembro do mesmo ano, anunciaram a existência do rádio, dotado de enorme radioatividade. Faltava descobrirem o seu peso atômico, o que aconteceu quatro anos depois.

Em prol da ciência viveram uma vida austera, sem luxo, dedicando-se por horas a fio à pesquisa, sem nem mesmo comer ou dormir direito, para provarem suas descobertas, assim deixando um importantíssimo legado à humanidade. Tamanha exposição à radioatividade custou-lhes a saúde. Graças a esses dois maravilhosos cientistas, o rádio passou a ser usado no combate ao câncer, deixando de ter um simples interesse experimental. Negaram-se a patentear suas descobertas por saberem que contribuiriam de alguma forma no combate a essa temida doença. Em 1903, a Academia de Ciências de Estocolmo, anunciou que o Prêmio Nobel de Física  seria dividido entre o casal Curie e Antonie Becquerel em reconhecimento por suas descobertas da radioatividade.

Em 1906, Pierre veio a falecer, devido a um atropelamento. Esse acontecido marcou profundamente à sua querida esposa. Em março do mesmo ano, o Conselho da Faculdade de Ciências decidiu por unanimidade , outorgar à viúva a cátedra que havia sido ocupada pelo marido na Sorbonne. Esta era a primeira vez que a uma mulher era concedida alta posição no ensino universitário. Em seu primeiro dia de aula na faculdade, foi ovacionada por uma plateia de estudantes ávidos por seu conhecimento e certos de que estavam diante de uma inigualável cientista. Em 1911, ela recebeu o Nobel de Química. Durante mais de cinquenta anos, não houve mais ninguém a receber o prêmio por duas vezes. Foi a única pessoa a receber o Prêmio Nobel, em áreas científicas distintas. Ao longo dos anos, condecorações, títulos e diplomas foram-lhe concedidos de diversas universidades americanas e européias por seu incansável trabalho de pesquisa.

Em maio de 1934, acometida por uma gripe, teve de recolher-se. Durante mais de 35 anos manejara o rádio, respirando o ar das emanações de elementos radioativos. Os exames viriam a dar a causa de sua morte: leucemia por exposição excessiva ao rádio.

“O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do casal Curie.

No dia 7 de novembro de 2011 recebe homenagem na página inicial do motor de busca Google por seus 144 anos desde a data do seu nascimento através de um Doodle comemorativo que ainda se encontra disponível em seu histórico de Doodles.

Eduardo

20/03/13

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One Comment on “Marie Curie, uma mulher à frente do seu tempo”

  1. Lucas Augusto disse:

    Excelente lembrança do casal de cientistas físicos e matemáticos que tanto contribuiram para nossa ciência. Que Deus os tenha em um ótimo lugar. Abraços.


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