O pão nosso de cada dia

Multiplicação dos pães

Quando me lembro do pão, esse alimento milenar, doces memórias me vêm à mente. Meu tio João era dono da única padaria do bairro de Antonio Dias em Ouro Preto-MG. Para a alegria dos turistas e, principalmente dos estudantes, por volta das 5 da manhã, era possível bater na portinha dos fundos e comprar pães recém-saídos do forno. Vez ou outra ele ainda arranjava uma manteiguinha para completar a felicidade dos famintos. A fama do meu tio se espalhou, como o cheirinho dos pães que ele assava. Nos festivais de inverno da cidade, corria a boca pequena: Vamos ali na padaria do Seu João! Tá na hora do pão!

Outra cena que me lembro é a de Jesus e seus discípulos alimentando a multidão que o seguia. Conta-se nos Quatro Evangelhos, que o Messias alimentou uma multidão de 5 mil homens, entre  mulheres e crianças, tendo apenas 5 pães e 2 peixes. Ele então, ordenou ao povo que se sentasse na grama, tomou em suas mãos aqueles alimentos e, olhando para o céu, agradeceu. E os deu aos discípulos e eles os deram para o povo. E todos puderam comer e se satisfazer, sobrando ainda aos discípulos, doze cestos com pedaços de pão.

Que espetáculo maravilhoso deve ter sido aquele momento, que nem mesmo exercitando a imaginação conseguimos alcançar! Tantos rostos de felicidade a saciar a fome física e espiritual.

Sagrado pão de cada dia, dai-nos hoje…

Dedico esse texto ao meu Tio João Valentim.

Eduardo

02/06/13

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6 Comentários on “O pão nosso de cada dia”

  1. hortencia disse:

    Que maravilha Edu!!

  2. Érica Monteiro disse:

    Lindo texto ! poesia viva ! abraço

  3. Vanêssa H. Duarte disse:

    Comunhão…Sagração do Pão! Linda crônica! Muito agradecida pela partilha, Edu! Abraço!

  4. ronaldo disse:

    Belo texto Edu, abraço!

  5. Luiz Claudio Circunde disse:

    Sim, meu velho amigo, poeta das coisas simples.
    Um simples pãozinho pode nos proporcionar uma cena inimaginável se não pela fé.
    Enquanto o brioche causava uma revolução e a queda de algumas cabeças, o pão tão básico, já simbolizava a força e o sustento do povo.
    E Jesus Cristo foi quem metabolizou o pão em alimento essencial ao homem. Tão necessário ao corpo como ao espírito senão vejamos o livro de João:
    JO 6:35 Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.
    JO 6:48 Eu sou o pão da vida.
    JO 6:51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.

    Desejo um dia muito abençoado para você e sua família!

  6. Débora Lino disse:

    Belo texto. Linda a lembrança de seu tio e interessante linkar isso com os bons atos de Jesus! Dia desses li uma frase de uma forma q nunca vi antes que dizia assim: “Fulano se deu bem”. E comecei a pensar, se deu, se dar, e quando a gente se doa a gente ganha, muito mais do que quando só esperamos ganhar. Pegou? Pois é vc se deu! Como dizem por aqui no sul. E isso foi maravilhoso! Adorei!


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