Os filhos. E nós.

Mãos de criança

Desde que minha filha nasceu, fui percebendo pouco a pouco, como é dinâmico o processo de educar uma criança. Quando você acha que já sabe alguma coisa, o processo muda. Já não é mais você quem ensina ao seu filho, e sim, ele. Quando você acredita que chegou a um denominador comum sobre algumas questões, eis que o inusitado surge: uma explosão de raiva, uma pirraça por causa de algo banal, uma teimosia das grandes.

Filhos nos ensinam o que não sabemos ainda de nós. Sequer suspeitamos. Mas acredito também, que o amor é melhor combustível dessa relação. Com amor, o nosso sono se dissipa, a preguiça dá lugar a uma ida ao parquinho, a chateação pode virar nada diante de um sorriso meigo e feliz.

Então, você se vê diante da necessidade de se melhorar, de encontrar mais tempo para o seu filho, de tentar compreendê-lo mais, de cativar, de acolher. E isso, não tem hora para terminar.

Por isso, esteja por perto quando o seu filho quiser brincar! E há de querer centenas de vezes. Néctar da atenção. Escute, fale. Descubra junto com ele que existe beleza nas coisas pequenas e grandes. E que o tempo guarda seus mistérios! Pule, corra, role! Distenda os seus músculos, relaxe a cabeça, esqueça as preocupações. Depois, deixe caber tudo num abraço. Olho no olho, de coração para coração! E um beijo! Estamos aqui!

Eduardo

25/10/13.

 


I

II vai começar a lenga-lenga? I vai chover. Insiste. Inverna. Impeça. Importe-se. Inove.

Para um bom entendedor, um pingo é letra!

Eduardo

22/10/13

 

 


A rua, o homem

morador-de-rua-brasil

A esquina, o chão, a solidão de um homem. Compreendi o que é um morador de rua, quando um veio morar aqui ao lado. Não serão todas as ruas, de todos os homens? E também as praças e largos e avenidas?

Não sei muito sobre a ganância humana e, se a compreendo, finjo que não entendo. Será solitário quem olha para o teto e vê estrelas?

Eduardo

22/1012


N Possibilidades

Sunflowers at Sunset

N não é nada, mas pode ser tudo. N de todos. A vida em movimento. Nas ruas e que desce pelas avenidas. A vida que acontece em cada lar, nas descobertas de cada dia. N é número, medida, projetos. Sonhos que alimentam nossa alma. Nenhum não pode ser. Quantos chamados! A busca. O tempo de cada um. Abrir os olhos a cada manhã.

Coragem pra seguir em frente, porque são N possibilidades. Encontros? Milhares, sim. Que te fazem ser você mesmo, que te fazem ser alguém melhor. A fé tá num pedaço de pão _ disse o poeta. Ele te alimenta.

N possibilidades para mudar, fazer diferente, descobrindo novos caminhos. Inteligência presente que desperta. O futuro pode estar bem perto. Basta acreditar! Porque a luz desse sol que clareia, nunca morre. E os filhos dos nossos filhos também terão sede de esperança.

N possibilidades, porque no singelo espaço do nosso coração, cabe também o universo e ele te faz olhar a vida de novo como uma criança. Sim, vamos em frente! Acolhe e seja acolhido. Dê amor, receba amor. Compreenda que,  por trás de toda multiplicidade, existe o Uno.

Dedico este texto ao meu amigo Anderson Gomes.

Eduardo

22/10/13