Sem crise

rodoviaria

Eu estava no passeio em frente à Rodoviária de Belo Horizonte, aguardando o carro que me buscaria, quando veio em minha direção, um rapaz varrendo a calçada. Ao se aproximar de mim, perguntei a ele:

_ Você varre essa calçada toda de uma ponta à outra?

_ Varro! E, mostrando o estacionamento, completou: _ E tudo aquilo ali, até lá embaixo! Eu e mais outro!

_ E quando você chega aqui nesse local novamente?

_ Aí, já tá sujo! O senhor tá vendo aquela lixeira ali? Não tem um sinalítico nela? Metal, plástico e papel? A pessoa joga no chão! O senhor precisa de ver quando é feriado! Quando é feriado, isso fica de um jeito…!

_ Você vai ficar aqui até tarde hoje?

_ Até às 22 h! Mas tem dia que eu pego serviço mais cedo!

_ Aí dá pra chegar mais cedo em casa, não é mesmo?

_ Eu chego e ajudo minha mulher, que trabalha fora também! Varro a casa, limpo a cozinha. Faço o que é preciso! Faço até a janta! Sem crise!

Como diz a mãe de uma amiga minha: (Isso não é história, não! É caso “aconticido!”).

31/05/15

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