Histórias da Luz

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No ano passado minha filha trouxe da escola uma fotografia de muitos olhos. Eram das crianças da sua sala.

O exercício era perguntar para o pai e a mãe qual era o olhar do seu filho (a). Havia uma grande semelhança em todos eles, mas, tanto eu, quanto a Ana, acertamos de primeira quais eram os olhos da Clara.

(…)

Certa vez eu voltava para casa, altas horas da madrugada, lá em Ouro Preto. Conversávamos, eu e um primo, quando, de repente, todas as luzes da cidade se apagaram e assim permaneceram por muitas horas. O contorno daquelas igrejas e casarões se destacava diante daquele fundo estrelado. Nós e as outras pessoas que por ali passavam, ficamos a admirar aquele momento único!

(…)

Para uns ele “não bate bem”, para outros que o conhecem, ele é o Juninho. Verdade é que, todos os dias, no fim da tarde, ele aparece na padaria, simplesmente para ver o dono acender as lâmpadas do estabelecimento. Como é um local antigo, o interruptor fica bem ao alto e é necessário usar uma espécie de alavanca para acionar o dispositivo. Assim que ele faz “clack”, o Juninho grita todo feliz pra todo mundo escutar: acendeu, acendeu! E, às vezes, pergunta para quem está perto: você viu? Acendeu!

Acreditem, é algo contagiante! E os funcionários, mesmo participando dessa cena todos os dias, sorriem diante desse instante luminoso. Nós, também.

04/08/15

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