Ganhar na loteria

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Minha filha literalmente me “acordou” hoje pela manhã com sua primeira pergunta do dia:

_ Pai, o que é diluído?

_ Diluído? (Repito a pergunta pra ver se a resposta vem logo…!)

_ Diluído é quando a gente faz uma mistura pra diminuir a concentração!

_ Huummm!

Mais tarde… bem na hora do almoço:

_ Pai, o que é horizonte?

_ Horizonte?

_ Horizonte é quando a gente olha laaaá na frente e vê algo!

_ E expandir? (Expandir o horizonte. Vim a saber, depois!)

_ Expandir?! (Antes que eu achasse uma resposta ela me disse):

_ Eu sei, pai! É chegar mais perto, né?

A cada dia me convenço mais que sou apenas um aprendiz de filósofo!

06/05/15

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O Everest

Everest

Você alguma vez já sonhou em chegar até o Everest, o ponto mais alto do planeta?

Como disse Waldemar Niclevicz, o primeiro brasileiro a escalar o monte: “Bem lá no alto é possível ver a curvatura da Terra”.

Para os nepaleses ele é “o rosto do céu”, para mim, uma força da Natureza!

Eduardo Augusto

02/02/14


Inspiração

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O universo não conspira. Inspira.

Eduardo

10/04/13


Apagando

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Você olha para o seu celular e percebe que ele está repleto de mensagens. Então, um dia, você resolve fazer com que todas elas desapareçam. Faz as marcações, seleciona a opção desejada e vem a mensagem: Tem certeza de que deseja apagar todas as mensagens? É como se não tivéssemos esse direito! Ou, se corrêssemos um enorme risco deletando algo muito precioso… melhor não arriscar sempre, não é? Na dúvida, guarde bem seus segredos.

Na mitologia grega, como na Divina Comédia de Dante, se fala de Lete, o rio do esquecimento. Aqueles que bebessem de suas águas apagavam de sua memória todos os pecados cometidos e assim podiam reencarnar já purificados, iniciando novamente sua jornada por sobre a Terra.

Deve ser bom viver sem pecados, sem manchas, só enxergando a perfeição em tudo e em todos e, o principal, sem mais errar. Enquanto esse tempo não chega, continuarei apagando minhas mensagens de celular…

Eduardo

09/12/12.


11 de setembro

11 de setembro

“A Natureza é um poema misterioso, cujo enigma, se nos fosse revelado, contaria a Odisséia do Espírito que foge de si, a buscar-se…”

Schelling, filósofo alemão. 

“Duas coisas me encantam nesta vida: o imenso céu estrelado sobre a minha cabeça e a moral no coração do homem.”

Kant, filósofo alemão.

Enquanto penso, lembro-me nesse exato instante, da famosa estátua de Rodin, “O Pensador”. Ele está ali a segurar sua cabeça que parece pesar. Imerso talvez, diante da plenitude da vida, do mistério e da pergunta…

Há uma frase do filósofo alemão Adorno, que é mais do que uma provocação: “As idéias nada realizam”. Pode ser que sim, se pensamos na grande quantidade de teses acadêmicas sobre tantos assuntos, propondo tantas soluções, para os mais diversos problemas. Não foi Marx, outro importante pensador quem disse solenemente: “Os filósofos até agora interpretaram o mundo, é preciso transformá-lo”.

No dia 11 de setembro de 2001, eu estava em Belo Horizonte, num Congresso Internacional de Filosofia que tratava da vida e da obra do filósofo alemão, Schelling. Dentre os muitos livros que ele escreveu, um chamou minha atenção desde que escutei pela primeira vez seu título: “As Eras do Mundo”. Um belo título para um livro filosófico. Nessa obra, o autor fez um esforço fantástico para tentar entender como o mal entrou no mundo. Se Deus é bom, como então o mal foi possível? Um dos palestrantes se encarregou de tentar nos fazer entender esse intrincado problema sob a ótica de Schelling. Por sinal, esse é um livro bastante interessante e especial, já que, para o filósofo alemão o mundo espiritual é uma realidade. Estávamos ali, imersos em meio a tantos questionamentos quando ficamos sabendo, antes do almoço, do ataque terrorista às Torres Gêmeas em Nova York. Nós, que tentávamos decifrar o problema do mal, estávamos bem diante dele, de alguma forma. Quando saí para o almoço, conversei com uma  universitária que me disse o que estava acontecendo. Até falou que tinha escutado alguém dizer que o mundo iria acabar. Vejam só! Às vezes, o trivial pode ser simples e até banal! Há momentos em que achamos que nada está acontecendo! O mundo não fica apenas do lado de lá. Encontrei-me momentos depois com um grande amigo, espiritualista sério, que se mostrou bastante preocupado com o que estava ocorrendo. Havia com certeza, uma comoção no ar, que se espalhou pelos corredores da Faculdade de Filosofia da UFMG. Eu diria até que havia um certo alarmismo disfarçado de não sei o quê. Bachelard, filósofo francês, disse certa vez: “Somente a violência é convincente”. Provavelmente ele teria passado também por uma grande comoção para poder dizer assim, com todas as letras que, diante da barbárie, nos rendemos de alguma forma.

O mundo é uma bola que gira no espaço. Cá estamos! De vez em quando, à noite, olhamos para o alto para contemplar as
estrelas e sentir no infinito, nosso espírito mergulhado em um corpo, como diria Platão. De vez em quando, dizemos que já é hora de dormir e descansar… E assim, vamos levando a vida, acalentando nossos sonhos para um dia despertar.

Façamos a nossa parte. Ela é a parte de todos! Trabalhemos pela paz.

Eduardo Augusto

01/06/06


Cômputo geral

Cheguei à conclusão de que, no cômputo total, nossos pequenos defeitos fazem uma enorme diferença, não só na nossa convivência, como também, na percepção que temos de nós mesmos e dos outros. Preferimos julgar as outras pessoas do que lançar um olhar em direção a nós mesmos. Somos máquinas de raios x ultra-rápidas, capazes de elaborar julgamentos fáceis acerca do outro. Como dizia minha avó: nossos defeitos estão escritos nas nossas costas.

Num casal, os defeitos ficam autoevidentes. É como se o parceiro fosse uma lupa. Por onde quer que vamos lá está ele a nos mostrar que não somos perfeitos, não adianta. Não somos perfeitos, ainda.

Tenho pensado nisso por esses dias: no cômputo total, aquelas pequenas falhas de caráter, modos de ser que nos tornam pessoas um pouco piores. O antídoto? Autoconhecimento.

Eduardo

24/04/12 


Autoconhecimento

Algumas pessoas são verdadeiros exemplos para as outras. São pessoas raras e inspiradoras. Suas qualidades são tão autoevidentes que mesmo em silêncio, elas têm algo a nos dizer e ensinar. Os gestos, a própria postura da pessoa perante a vida é reveladora de seu nível de ser.

Há uns anos atrás li em um livro: aquilo que trazemos em nosso interior atua como um imã a partir do exterior. Como se cada situação vivida fosse reflexo do que trazemos dentro. Perguntava o autor: o que atrairá o homem irado, o luxurioso, o invejoso? Para afirmar logo depois “o exterior é reflexo do interior”.

Também é certo que muitas pessoas podem como que involuir em certos estágios de sua vida, retornar a estados que a aprisionam ainda mais nas teias da ilusão. Já vi isso acontecer com alguns conhecidos, sem que eles mesmos se dessem conta disso. Ou seja, ela se tornou uma pessoa pior. Não posso dizer que esteja imune a isto. Outros, nem sequer aprendem com o exemplo.

Amadurecer, tornar-se responsável por cada ato é um longo caminho. É preciso humildade, auto observação. Ter a coragem como diz o I Ching, o oráculo chinês, de colocar os exércitos contra si mesmo.  Sem medo, sem escapatórias.

Eduardo

24/04/12